{"id":4934,"date":"2023-03-07T12:40:10","date_gmt":"2023-03-07T12:40:10","guid":{"rendered":"https:\/\/strads.com.br\/?p=4934"},"modified":"2023-03-07T13:10:07","modified_gmt":"2023-03-07T13:10:07","slug":"single-ep-album-qual-o-melhor-formato-para-o-seu-proximo-som","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2023\/03\/07\/single-ep-album-qual-o-melhor-formato-para-o-seu-proximo-som\/","title":{"rendered":"Single, EP, \u00c1lbum: qual o melhor formato para o seu pr\u00f3ximo som?<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n

V\u00e1rios formatos e l\u00f3gicas de lan\u00e7amento musical cresceram com os streamings. Neste texto buscamos ajudar os artistas a compreenderem um pouco mais esse cen\u00e1rio, para escolherem com tranquilidade qual o melhor formato para o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento.<\/em><\/p>\n\n\n\n

por Gustavo Silva<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n

A ideia deste texto surgiu a partir de debates e reflex\u00f5es que vemos surgir entre os artistas e profissionais da m\u00fasica nas redes sociais sobre o que vale mais no cen\u00e1rio musical hoje: fazer lan\u00e7amentos de projetos menores e mais constantes, como singles, \u00e0s vezes at\u00e9 acompanhados de um videoclipe, ou vale mais a pena investir em projetos maiores, apostar na constru\u00e7\u00e3o de um conceito atrav\u00e9s de EPs e \u00c1lbuns?<\/p>\n\n\n\n

Const\u00e2ncia x Conceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Somente o banco de dados do Spotify recebe, diariamente, mais de 40 mil novas m\u00fasicas. Se incluirmos todas as outras plataformas de streaming nesse c\u00e1lculo \u00e9 poss\u00edvel que esse n\u00famero chegue \u00e0 casa de centenas de milhares de lan\u00e7amentos di\u00e1rios nas plataformas ao redor do mundo.<\/p>\n\n\n\n

Nesse cen\u00e1rio, \u00e9 assustador pensar na disputa de aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 gerada entre os artistas por um play do p\u00fablico em meio a tanta informa\u00e7\u00e3o, e assumimos que n\u00e3o h\u00e1 uma resposta garantida, uma f\u00f3rmula do sucesso para fazer o seu lan\u00e7amento brilhar mais aos ouvidos do p\u00fablico em meio a essa avalanche de conte\u00fado. Mas existem estrat\u00e9gias e l\u00f3gicas que conversam melhor com cada trabalho e a trajet\u00f3ria de cada artista e \u00e9 sobre isso que vamos falar por aqui.<\/p>\n\n\n\n

Esse embate entre apostar em const\u00e2ncia ou conceito n\u00e3o \u00e9 recente e se trata muito mais de uma quest\u00e3o acerca das inten\u00e7\u00f5es, perspectivas e discernimentos do pr\u00f3prio artista sobre o seu trabalho, seu p\u00fablico, seu momento, sua ambi\u00e7\u00e3o art\u00edstica e de carreira. Se o artista est\u00e1 mirando diretamente nesta realidade dos n\u00fameros dos streamings, a const\u00e2ncia atrav\u00e9s de projetos menores \u00e9 certamente o melhor caminho. No entanto, se a vis\u00e3o do artista est\u00e1 voltada para um longo termo, para consolidar um trabalho, contar uma hist\u00f3ria, construir um conceito, projetos maiores cumprem melhor esse papel.<\/p>\n\n\n\n

Mas antes de nos aprofundarmos em cada um dos formatos que podem ser trabalhados como o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento musical, vamos entender um pouco melhor como chegamos a essa realidade na ind\u00fastria musical.<\/p>\n\n\n\n

A nova l\u00f3gica dos lan\u00e7amentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Durante grande parte do s\u00e9culo XX, o processo de lan\u00e7amento musical dos artistas era desenvolvido em um tempo maior e numa velocidade mais lenta, geralmente com lan\u00e7amentos pequenos, poucos singles durante o ano, que antecipavam um \u00e1lbum ou projeto maior, e a partir da\u00ed se passava um per\u00edodo de um ano ou mais at\u00e9 surgir um pr\u00f3ximo lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n

Um grande motivo para este cen\u00e1rio se dava justamente pela tecnologia anal\u00f3gica, que tornava os prazos de grava\u00e7\u00e3o, mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o, prensagem, impress\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o mais longos e trabalhosos, gerando uma s\u00e9rie de limita\u00e7\u00f5es que tornava imposs\u00edvel a viabilidade de uma l\u00f3gica de lan\u00e7amentos mais volumosa e acelerada por parte dos artistas.<\/p>\n\n\n\n

Realidade essa que \u00e9 totalmente discrepante do universo musical de hoje, com suas centenas de milhares de m\u00fasicas lan\u00e7adas diariamente e todo um aparato de tecnologias e ferramentas que transformaram a ind\u00fastria musical, a atua\u00e7\u00e3o dos profissionais e at\u00e9 o posicionamento dos artistas perante as suas obras e a sua trajet\u00f3ria art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n

Hoje, o lan\u00e7amento de uma m\u00fasica significa n\u00e3o apenas o compartilhamento de um ponto de vista, a exposi\u00e7\u00e3o de uma cria\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um trabalho necess\u00e1rio para se manter conectado a um p\u00fablico ansioso por conte\u00fado, bombardeado por informa\u00e7\u00f5es de todos os lados, que deseja se envolver cada vez mais e de formas mais pr\u00f3ximas com os artistas. <\/p>\n\n\n\n

Em meio a essa realidade, o m\u00fasico luta por equilibrar a gera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado sem deixar de lado o seu pulso e identidade que deram in\u00edcio a essa trajet\u00f3ria art\u00edstica em primeiro lugar. E ainda que a l\u00f3gica dos streamings, das tecnologias e da ansiedade gerada pela velocidade do s\u00e9culo XXI trabalhem constantemente a favor de n\u00fameros e contra o pleno fazer art\u00edstico, existem formas mais saud\u00e1veis de lidar com a entrega da sua arte e o desenvolvimento prazeroso da sua trajet\u00f3ria art\u00edstica nessa l\u00f3gica industrial, partindo do que falamos l\u00e1 em cima, da busca pelas estrat\u00e9gias e formatos que mais dialogam com a sua arte e o seu p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

Como escolher a melhor estrat\u00e9gia para o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

A ascens\u00e3o das plataformas de streaming e o fortalecimento da cultura das playlists alimentadas pelos algoritmos levou m\u00fasicos, selos e gravadoras a desenvolverem novas estrat\u00e9gias de lan\u00e7amento, a fim de se manterem relevantes e rent\u00e1veis no mercado atual, mudando tamb\u00e9m a forma como os ouvintes consomem m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n

Esse cen\u00e1rio tem levado muitos artistas a apostarem na const\u00e2ncia que comentamos l\u00e1 no come\u00e7o do texto, optando pela predomin\u00e2ncia de lan\u00e7amentos menores como singles, mirando tamb\u00e9m a cultura das playlists, como uma maneira de construir uma base maior de f\u00e3s e crescer o n\u00famero de seguidores antes de colocar um \u00e1lbum ou EP na rua.<\/p>\n\n\n\n

Essa realidade pode fazer soar que o \u00e1lbum n\u00e3o \u00e9 mais uma obra valorizada pelo p\u00fablico, o que n\u00e3o \u00e9 necessariamente verdade, mas \u00e9 preciso compreender que o formato de consumo mudou e o formato de lan\u00e7amento dos \u00e1lbuns vem acompanhando essa mudan\u00e7a. Vemos cada vez mais projetos maiores serem lan\u00e7ados por partes, ocupando a programa\u00e7\u00e3o de um artista durante um ano inteiro atrav\u00e9s de clipes, ativa\u00e7\u00f5es, singles, que conversam com a proposta de um grande projeto final integrando todas essas \u00e1reas, mantendo o artista ativo junto ao seu p\u00fablico sem abandonar o ideal de uma constru\u00e7\u00e3o conceitual mais ampla para al\u00e9m dos singles.<\/p>\n\n\n\n

Para te ajudar a escolher o formato e a estrat\u00e9gia de lan\u00e7amento mais adequada para o seu p\u00fablico e momento, existem alguns crit\u00e9rios importantes para avaliar nessa tomada de decis\u00e3o, como: o seu repert\u00f3rio e a quantidade de m\u00fasicas que j\u00e1 tem prontas; o peso que o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento tem para a sua carreira; como est\u00e1 a sua rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico e como o seu p\u00fablico reage aos diferentes formatos de lan\u00e7amento; se voc\u00ea possui uma estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o pensada para este lan\u00e7amento; se h\u00e1 or\u00e7amento dispon\u00edvel, entre outras quest\u00f5es que podem surgir.<\/p>\n\n\n\n

Considerando cada um dos formatos de lan\u00e7amento: Single, EP e \u00c1lbum, pense em qual deles se ajusta melhor ao repert\u00f3rio que voc\u00ea j\u00e1 tem pronto e ao planejamento dos seus pr\u00f3ximos passos?<\/p>\n\n\n\n

\u00c9 importante destacar o que j\u00e1 falamos antes sobre respeitar a qualidade e a identidade da sua arte acima de tudo. Se voc\u00ea n\u00e3o tem faixas prontas, que voc\u00ea considera boas o suficiente para lan\u00e7ar um \u00e1lbum completo, n\u00e3o insista na ideia apenas para completar uma etapa da sua trajet\u00f3ria, pois ela representa um marco est\u00e9tico importante na carreira de um artista e voc\u00ea n\u00e3o quer entregar um \u00e1lbum \u00e0s pressas com uma qualidade duvidosa. Nesses casos, opte por um formato de EP ou Single, talvez at\u00e9 uma sequ\u00eancia de Singles.<\/p>\n\n\n\n

Enquanto o \u00e1lbum \u00e9  encarado publicamente como uma declara\u00e7\u00e3o criativa marcante, que destaca a est\u00e9tica e ideias do m\u00fasico em um dado momento e que dita repert\u00f3rios de shows por um bom per\u00edodo, os Singles e EPs atuam com mais for\u00e7a na \u00e1rea da experimenta\u00e7\u00e3o criativa, da amplia\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, da const\u00e2ncia, com uma carga bem menor de expectativa, tanto do artista quanto do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

Falando em p\u00fablico, o contexto das redes sociais e das plataformas de streaming aproximou de formas inimagin\u00e1veis o p\u00fablico dos artistas e de seus processos criativos, fazendo dos ouvintes um crit\u00e9rio importante de an\u00e1lise para definir os seus pr\u00f3ximos passos art\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n

Desde a quantidade de seguidores at\u00e9 a capacidade de engajamento do seu p\u00fablico com seus projetos, precisam ser avaliados. Caso voc\u00ea n\u00e3o tenha um p\u00fablico bem desenvolvido, \u00e9 mais interessante e seguro optar pelos lan\u00e7amentos menores, como Singles, para gerar expectativa por um volume de lan\u00e7amentos, ampliar seu alcance e engajar novos ouvintes. Neste caso, os EPs podem funcionar tamb\u00e9m como um bom medidor desse interesse e engajamento do seu p\u00fablico, sendo um trabalho um pouco maior com um car\u00e1ter mais experimental do que o Single.<\/p>\n\n\n\n

O or\u00e7amento e o tempo dispon\u00edvel tamb\u00e9m s\u00e3o bons pontos de an\u00e1lise nessa escolha de formatos, pois os \u00e1lbuns exigem trabalhos mais caros e complexos para o lan\u00e7amento e a comunica\u00e7\u00e3o do que Singles e EPs.<\/p>\n\n\n\n

Vamos ent\u00e3o nos aprofundar um pouco mais nas caracter\u00edsticas dos diferentes formatos de lan\u00e7amento e entender como cada um deles pode se encaixar na sua trajet\u00f3ria art\u00edstica em diferentes momentos.<\/p>\n\n\n\n

Single<\/strong><\/p>\n\n\n\n

O Single \u00e9 um formato de lan\u00e7amento que inclui menos faixas do que um \u00e1lbum ou EP, por isso estamos chamando este formato de \u201cmenor\u201d ao longo do texto, n\u00e3o por ser um trabalho simpl\u00f3rio, e sim por reunir uma quantidade de processos menor para que o artista possa viabilizar um lan\u00e7amento. Geralmente os Singles s\u00e3o lan\u00e7ados junto a uma campanha forte de divulga\u00e7\u00e3o, acompanhado por videoclipes, que fortalecem esse lan\u00e7amento individual e geram expectativas pelo o que est\u00e1 por vir nos planejamentos do m\u00fasico.<\/p>\n\n\n\n

Na maioria das vezes o Single traz apenas uma m\u00fasica que pode ser lan\u00e7ada como uma obra individual, ou que posteriormente ser\u00e1 inclu\u00edda em um \u00e1lbum ou EP, mas nesses tempos das plataformas de streaming, estamos nos acostumando a encontrar Singles que trazem at\u00e9 tr\u00eas faixas em alguns casos.<\/p>\n\n\n\n

Para artistas que j\u00e1 possuem uma trajet\u00f3ria no meio musical, o Single funciona como uma importante ferramenta de divulga\u00e7\u00e3o ativa de pr\u00f3ximos trabalhos dos artistas e tamb\u00e9m uma forma de se manter conectado ao seu p\u00fablico com a entrega de novos trabalhos menores enquanto um grande projeto n\u00e3o est\u00e1 finalizado.<\/p>\n\n\n\n

Para artistas que est\u00e3o come\u00e7ando a sua trajet\u00f3ria, o Single \u00e9 talvez a melhor estrat\u00e9gia para se apresentar para o p\u00fablico, explorar suas caracter\u00edsticas, seus diferenciais, experimentar a sua identidade art\u00edstica com trabalhos mais acess\u00edveis para serem executados e que funcionam muito bem na amplia\u00e7\u00e3o e engajamento do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

Aqui entra muito a discuss\u00e3o da const\u00e2ncia que abordamos no come\u00e7o do texto, o Single ajuda os artistas a trazerem volume, diversidade e visibilidade para a sua trajet\u00f3ria, tanto de trabalhos apresentados quanto de uma base forte de ouvintes que t\u00eam o potencial de engajar lan\u00e7amentos maiores posteriormente, fortalecendo a sua carreira como um todo.<\/p>\n\n\n\n

Al\u00e9m disso, em tempos de redes sociais o lan\u00e7amento de Singles pode ser uma boa estrat\u00e9gia para trazer um movimento interessante de novos seguidores, que podem chegar at\u00e9 o seu trabalho atrav\u00e9s dessa const\u00e2ncia de novos lan\u00e7amentos, sendo tamb\u00e9m um fator de interesse para os algoritmos das plataformas de streaming, que valorizam muito o lan\u00e7amento de Singles para atualizarem as playlists semanais e manter o fluxo de constantes novidades aos usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n

EP<\/strong><\/p>\n\n\n\n

O EP (Extended Play), \u00e9 um formato de lan\u00e7amento que inclui mais faixas que um Single e menos faixas do que um \u00c1lbum. Considerados pelas plataformas de streaming como trabalhos que re\u00fanem algo em torno de cinco faixas, os EPs s\u00e3o formatos que permitem ao artista produzir um trabalho fechado sem a carga de investimento e complexidade de um \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n

Outra forte caracter\u00edstica do EP \u00e9 a liberdade criativa que este formato permite, pois ele n\u00e3o exige a constru\u00e7\u00e3o de um grande conceito ou uma hist\u00f3ria muito amarrada entre todos os elementos que comp\u00f5em o trabalho, trazendo uma caracter\u00edstica experimental para os trabalhos fechados que \u00e9 mais ampla que os processos de um Single, por\u00e9m mais descompromissada do que a realidade de um \u00e1lbum. Mas diferente das Mixtapes, por exemplo, o EP n\u00e3o \u00e9 simplesmente um agregado de faixas. Ainda que seja trabalhado em um contexto menor, o EP \u00e9 um formato que traz uma identidade coesa entre os seus elementos.<\/p>\n\n\n\n

O lan\u00e7amento de um EP flerta entre o fortalecimento da sua const\u00e2ncia enquanto artista como tamb\u00e9m da experimenta\u00e7\u00e3o de novos conceitos e abordagens para a sua arte. Esse formato \u00e9 eficiente para solidificar os seus ouvintes ass\u00edduos, assim como para apresentar o seu trabalho para novos p\u00fablicos que podem se interessar por um projeto mais completo do que um Single, mas n\u00e3o t\u00e3o comprometido quanto um \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n

Para artistas que j\u00e1 est\u00e3o com uma caminhada art\u00edstica em desenvolvimento, o EP \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia tamb\u00e9m para se manter ativo entre os ouvintes e relevante para as plataformas de streaming, fortalecendo sua regularidade art\u00edstica sem depender do envolvimento e investimento exigido por um \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n

\u00c1lbum<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Pelas defini\u00e7\u00f5es das plataformas de streaming, o \u00c1lbum \u00e9 o formato musical que re\u00fane a partir de 7 faixas, tendo como sua maior caracter\u00edstica a constru\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria, de um conceito, uma obra complexa que integra os elementos visuais e sonoros em torno de uma mensagem \u00fanica e pessoal do ponto de vista do artista, sendo o formato que exige maior investimento no seu desenvolvimento e lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n

Durante muitos anos, desde 1960 at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, os \u00e1lbuns assumiram um forte protagonismo nos lan\u00e7amentos musicais, sendo a l\u00f3gica padr\u00e3o para a trajet\u00f3ria de qualquer artista, por fatores que j\u00e1 abordamos anteriormente por aqui. Com o advento das tecnologias, esse formato foi perdendo espa\u00e7o para os lan\u00e7amentos mais \u00e1geis e menores, mas o seu valor segue inquestion\u00e1vel, por aqueles que n\u00e3o dispensam a experi\u00eancia \u00fanica de se consumir um trabalho do in\u00edcio ao fim, sentindo a constru\u00e7\u00e3o de toda a jornada elaborada pelo artista.<\/p>\n\n\n\n

A experi\u00eancia de um \u00c1lbum, que n\u00e3o pode ser emulada por Singles ou EPs, vem para trazer aos seus ouvintes uma compreens\u00e3o maior da sua vis\u00e3o art\u00edstica e do seu potencial criativo. \u00c9 a obra m\u00e1xima de qualquer artista na busca por estabelecer sua credibilidade e o envolvimento do seu p\u00fablico com os seus trabalhos e a sua carreira como um todo. \u00c9 o \u00e1lbum o respons\u00e1vel por fechar ciclos e abrir portas para o m\u00fasico expressar toda a sua identidade atrav\u00e9s deste formato.<\/p>\n\n\n\n

Sendo o \u00e1lbum um importante marco na trajet\u00f3ria de qualquer artista, \u00e9 importante planejar o seu desenvolvimento e lan\u00e7amento com todo o cuidado que ele exige. Lan\u00e7ar um \u00e1lbum no in\u00edcio da sua carreira pode n\u00e3o ser a melhor escolha, pois o p\u00fablico ainda n\u00e3o est\u00e1 familiarizado ou engajado realmente com o seu trabalho, e um lan\u00e7amento longo e complexo pode desinteressar p\u00fablicos novos e diminuir o impacto de uma obra essencial para a sua caminhada.<\/p>\n\n\n\n

Artista acima de tudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Nossa inten\u00e7\u00e3o com este texto n\u00e3o foi criar regras ou apresentar m\u00e9todos definitivos de sucesso. Entendam, isso n\u00e3o existe na arte. O que buscamos aqui foi pontuar algumas estrat\u00e9gias e l\u00f3gicas que podem auxiliar no planejamento dos seus pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos e te ajudar a compreender a melhor forma de encaixar essas diferentes ferramentas no seu processo criativo, de acordo com a sua realidade, o seu p\u00fablico e as suas inten\u00e7\u00f5es para a sua carreira.<\/p>\n\n\n\n

A mensagem mais importante que queremos passar aqui \u00e9: descubra o que funciona melhor para voc\u00ea e para o seu p\u00fablico. Quem deve avaliar e decidir se o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento deve ser um Single, um EP ou um \u00c1lbum, \u00e9 voc\u00ea mesmo. N\u00e3o s\u00e3o os n\u00fameros das plataformas. N\u00e3o \u00e9 a vontade dos algoritmos. \u00c9 a sua ambi\u00e7\u00e3o art\u00edstica que deve ser a sua b\u00fassola.<\/p>\n\n\n\n

Uma \u201cboa estrat\u00e9gia\u201d n\u00e3o vai garantir impactos gigantes para a sua caminhada de forma autom\u00e1tica, simplesmente cumprindo etapas impostas pela ind\u00fastria e as novas l\u00f3gicas de consumo musical. Tudo isso se torna s\u00f3 um papo t\u00e9cnico sem a sua motiva\u00e7\u00e3o, a sua compreens\u00e3o do seu pr\u00f3prio trabalho e caminho que est\u00e1 trilhando enquanto artista.<\/p>\n\n\n\n

Por isso, refor\u00e7amos: entenda as l\u00f3gicas dos streamings, compreenda as caracter\u00edsticas e possibilidades de cada formato de lan\u00e7amento musical, mas, acima de tudo, esteja satisfeito com a sua cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o lance trabalhos simplesmente por lan\u00e7ar. Voc\u00ea \u00e9 um artista, n\u00e3o um bem de consumo. N\u00e3o deixe, jamais, de separar a maior parte do tempo para criar e lapidar sua cria\u00e7\u00e3o e entregar a melhor vers\u00e3o de si mesmo.<\/p>\n\n\n\n

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V\u00e1rios formatos e l\u00f3gicas de lan\u00e7amento musical cresceram com os streamings. Neste texto buscamos ajudar os artistas a compreenderem um pouco mais esse cen\u00e1rio, para escolherem com tranquilidade qual o melhor formato para o seu pr\u00f3ximo lan\u00e7amento. por Gustavo Silva A ideia deste texto surgiu a partir de debates e reflex\u00f5es que vemos surgir entre…<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4935,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4934","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4934"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4942,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4934\/revisions\/4942"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/strads.com.br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}