{"id":3187,"date":"2021-11-03T15:15:24","date_gmt":"2021-11-03T15:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/straditerra.com.br\/?p=3187"},"modified":"2021-11-03T15:28:01","modified_gmt":"2021-11-03T15:28:01","slug":"entre-paranoias-e-niilismos-1cort3-lanca-o-seu-primeiro-ep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2021\/11\/03\/entre-paranoias-e-niilismos-1cort3-lanca-o-seu-primeiro-ep\/","title":{"rendered":"Entre paran\u00f3ias e niilismos, 1cort3 lan\u00e7a o seu primeiro EP"},"content":{"rendered":"\n
Por Gustavo Silva<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n Experimentando o experimento sempre, o compositor, produtor musical, beatmaker e MC, 1cort3 lan\u00e7ou em agosto de 2021 o seu primeiro trabalho solo em formato de EP, \u201cParanoilismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n Contando com 6 faixas compostas ao longo de 10 anos, resgatando beats autorais e trazendo produ\u00e7\u00f5es de grandes amigos e nomes do underground<\/em>, o EP vem para marcar a liberta\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o de uma fase do artista para que outra se inicie.<\/p>\n\n\n\n \u201cParanoilismo\u201d \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o de paran\u00f3ia e niilismo, \u00e9 a aus\u00eancia de controle e sanidade, \u00e9 falta de cren\u00e7a em meio aos venenos da rotina di\u00e1ria, em um trabalho visceral, alucin\u00f3geno e experimental, que re\u00fane nomes como Sergio Estranho, DK, El Mandarim, Saull Oe, Pandazilla e Mano 82.<\/p>\n\n\n\n Trocamos v\u00e1rias ideias com o 1cort3 sobre este trabalho de 10 anos e a atmosfera \u00fanica criada no EP, al\u00e9m de toda a sua trajet\u00f3ria no Rap, na produ\u00e7\u00e3o musical, seus outros projetos, parcerias e planos para o futuro pr\u00f3ximo. Confira abaixo esse importante papo com um artista que carrega o valor das experimenta\u00e7\u00f5es e do desapego art\u00edstico como suas bandeiras.<\/p>\n\n\n\n Salve meu mano 1cort3, satisfa\u00e7\u00e3o enorme de poder trocar essa ideia contigo. Pra come\u00e7ar o papo, eu queria puxar um pouco da sua trajet\u00f3ria na m\u00fasica e na arte. Apesar de \u201cParanoilismo\u201d ser o seu primeiro EP, a sua caminhada como MC e produtor n\u00e3o \u00e9 curta ou recente. Como rolou o interesse e os seus primeiros contatos com a fun\u00e7\u00e3o de MC e a produ\u00e7\u00e3o musical?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Com a m\u00fasica os primeiros contatos vieram atrav\u00e9s de um amigo de inf\u00e2ncia, o Arthur, com quem eu sempre fui fazendo m\u00fasica, gravando. Ele \u00e9 mais um cara do Rock, \u00e9 um puta t\u00e9cnico de som, produtor, e eu sempre tava com ele, eu com a brisa do Rap, ele com a brisa do Rock, e a gente ia criando juntos, tentando gravar no Audacity, no Cubase, Mixcraft. Ent\u00e3o a gente ia inventando, mas era algo muito a\u00e9reo, sem nenhuma pretens\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n A\u00ed vieram os contatos com o Rap atrav\u00e9s do Parkour, que eu treinava, a galera fazia uns v\u00eddeos e editava colocando trilha de Rap, ent\u00e3o isso j\u00e1 chamava a aten\u00e7\u00e3o, mas nessa \u00e9poca eu ainda n\u00e3o fazia nada. Em 2010 eu baixei o Fruity Loops, tava me formando, e eu rimava, fazia uns freestyle<\/em> com os amigos da escola, e fazia beat pra todo mundo ali. Meu intuito era produzir, fazer batidas para os outros, tentar ser DJ, gostava dessa cena dos bastidores.<\/p>\n\n\n\n E ent\u00e3o chegamos a esse primeiro EP, que passou por um trabalho de 10 anos de composi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Certamente o fato de o EP carregar as suas viv\u00eancias e sentimentos de uma d\u00e9cada inteira, influenciou muito na atmosfera, na tem\u00e1tica e no contexto de \u201cParanoilismo\u201d. Fala mais pra gente sobre como foi essa experi\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o e todo esse processo de trabalhar e desenvolver uma obra ao longo de todos esses anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n O processo de cria\u00e7\u00e3o foi de uns tempos pra c\u00e1, \u00e9 uma ideia que eu vinha amadurecendo desde que eu comecei a fazer som. Teve algum momento que eu tinha muita coisa, aprendi muita coisa, e queria fazer um tampo solo, e para executar isso eu fiz um resgate de instrumentais que eu tinha espalhados por a\u00ed, desses eu consegui selecionar o som de \u201cNadando para o Nada\u201d, \u201cSkit\u201d, e \u201cJazz do Ot\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n A partir dessas escolhas fui dando uma cara para o que eu queria fazer, tentando extrair da caminhada a paran\u00f3ia<\/strong>, que \u00e9 tudo aquilo da vida que \u00e9 disparado pra gente e n\u00e3o conseguimos organizar, tipo, viver uma vida, conseguir um trampo, se dar bem, enfim, e o niilismo<\/strong>, aquelas partes que a gente desacredita da porra toda. E o EP fala muito disso, de paran\u00f3ias + falta de cren\u00e7a, tudo misturado de um jeito sincero, tentando julgar a forma como eu vejo algumas coisas, como eu me senti, \u00e9 um EP que fala muito de sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Dentro disso eu resgatei os instrumentais e consegui outros com meus amigos, o Estranho e o DK, que somaram muito nesse trampo, al\u00e9m de outras participa\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o a experi\u00eancia foi muito traduzir sensa\u00e7\u00f5es, resgatar instrumentais antigos e tentar condensar tudo aquilo que teve de sensa\u00e7\u00e3o e sentimento, desde quando eu comecei at\u00e9 aqui. E o resultado \u00e9 toda essa loucura, paran\u00f3ia, falta de cren\u00e7a, por isso Paranoilismo.<\/p>\n\n\n\n Foram 10 anos de composi\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e aprendizado, disparando para qualquer lado, eu n\u00e3o sabia onde ia chegar, eu sabia que eu queria um trampo solo, e tentei fazer esse apanhado todo, joguei tudo que j\u00e1 tinham me falado, as coisas que eu tinha na cabe\u00e7a, e disparei. Ent\u00e3o \u00e9 um trabalho de liberta\u00e7\u00e3o de um processo longo, entre grava\u00e7\u00e3o, capta\u00e7\u00e3o, mixagem, masteriza\u00e7\u00e3o, finaliza\u00e7\u00e3o, capa, at\u00e9 completar tudo foi muito espa\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n Voc\u00ea diz que esse EP vem para marcar a liberta\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de uma fase para que outra se inicie. Para voc\u00ea, o lan\u00e7amento deste trabalho representa um rompimento, ou supera\u00e7\u00e3o das paran\u00f3ias e niilismos destes 10 anos, e uma forma de retomada de controle?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Sim, exatamente. Eu sou um cara que sempre acabei conseguindo produzir batidas, ideias, conceitos, letras sempre partindo de um sentimento negativo, pessimismo, niilismo, das paran\u00f3ias, das tretas da vida, dos pensamentos que v\u00e3o pra todo lado e a gente n\u00e3o entende bem, ent\u00e3o esse EP representa um rompimento disso.<\/p>\n\n\n\n Eu n\u00e3o sou um cara que gosto de ficar muito apegado \u00e0s mesmas coisas, ent\u00e3o apesar de ser um combust\u00edvel principal para eu construir, escrever, produzir alguma coisa, eu entendo que isso representa uma fase da minha vida, e quando voc\u00ea vive certas coisas voc\u00ea aprende, absorve, entende, evolui, e faz o jogo continuar. Para mim o EP marca a liberta\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o de uma fase que vem muito da adolesc\u00eancia, e in\u00edcio da vida adulta, ele vem para fazer essa separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n Ent\u00e3o \u00e9 uma forma de retomada de controle, de psique, dos pensamentos que voc\u00ea vai seguir, que voc\u00ea vai pensar. Enfim, eu n\u00e3o quero ficar preso sempre na mesma coisa, principalmente se for algo que gera negatividade, uma brisa errada, tem muita trevas na minha vida, na forma que eu vejo as coisas, e eu quero passar a ver tudo de uma outra forma.<\/p>\n\n\n\n Sempre colocando em pr\u00e1tica a experimenta\u00e7\u00e3o, nesse EP voc\u00ea tamb\u00e9m explorou diferentes sonoridades e produ\u00e7\u00f5es ao longo das seis faixas, contando tamb\u00e9m com o trabalho instrumental do Sergio Estranho e do DK. Como foi esse processo das produ\u00e7\u00f5es musicais, e todo o desenvolvimento instrumental do EP, que tem um papel essencial na constru\u00e7\u00e3o desse ambiente visceral e alucin\u00f3geno?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Eu sempre gostei de beat que mostrasse sonoridade em um quesito mais espalhafatoso, algo como um teclado, uma sonoridade que se espalha, com um timbre que marca, algo introspectivo, avoado, no sentido de ter um timbre que cause alguma sensa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 algo minimalista.<\/p>\n\n\n\n Primeiro eu olhei para tr\u00e1s, para os beats que eu tinha e consegui resgatar tr\u00eas. \u201cSkit\u201d, foi um instrumental que eu fiz bem no in\u00edcio, quando eu tava aprendendo a fazer batida com o Arthur, que comp\u00f4s o baixo dessa m\u00fasica, ent\u00e3o foi uma representa\u00e7\u00e3o bem do in\u00edcio mesmo. E \u201cNadando para o Nada\u201d e o \u201cJazz do Ot\u00e1rio\u201d eu resgatei em backups abandonados que eu fui ca\u00e7ando. Ent\u00e3o eu resgatei esses beats e peguei com o Estranho um beat dele que est\u00e1 em \u201cLinue\u201d, e com o DK que est\u00e1 em \u201cRelatos da Queda\u201d, juntei tudo e fiz uma curadoria.<\/p>\n\n\n\n Apesar de n\u00e3o ter uma conex\u00e3o, de n\u00e3o ser um trampo que teve os instrumentais feitos exclusivamente para ele, foi o primeiro trampo, foi um exorcismo, para tirar tudo isso de mim. E o fato de eu ter conseguido resgatar os beats antigos e juntar com os novos foi maravilhoso, porque no final quando voc\u00ea escuta tem uma similaridade entre eles, entre a sonoridade, e todos carregam a ideia do Paranoilismo, um caos calmo, essa dualidade, uma guerra no milkshake, uma introspec\u00e7\u00e3o na guerra, todo esse contraste que os beats trouxeram muito bem.<\/p>\n\n\n\n Eu flerto muito com essa parte meio bizarra, de trazer um beat calmo para falar de uma bomba, ou um beat que \u00e9 uma bomba para voc\u00ea falar de andar no parque. Ent\u00e3o eu tentei buscar isso para trazer as ideias que eu queria, da minha forma de falar, com contrastes, com resgates antigos, misturando com coisas novas, e tentando colocar nisso tudo a minha personalidade, o Paranoilismo, em um ritmo de festa e tristeza.<\/p>\n\n\n\n E para te ajudar a extrair todo veneno da rotina do dia a dia, voc\u00ea trouxe tamb\u00e9m para o EP parcerias que s\u00e3o o reflexo das suas fortes rela\u00e7\u00f5es e contatos feitos no underground do Rap nacional, como Sergio Estranho, El Mandarim e Saull Oe. Qual a import\u00e2ncia para voc\u00ea em trabalhar com esses nomes e com o underground, que \u00e9 a refer\u00eancia mais real de experimenta\u00e7\u00e3o no Rap nacional?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Pra mim \u00e9 uma import\u00e2ncia absurda. Al\u00e9m do Estranho, do Mandarim e do Saull Oe, o EP tamb\u00e9m traz dois grandes amigos meus, o Pandazilla e o Mano 82 que est\u00e3o na faixa \u201cApocalipsiquikis\u201d, e o Arthur, meu amigo de inf\u00e2ncia, no baixo da \u201cSkit\u201d, uma faixa de 10 anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n Al\u00e9m de serem pessoas que fazem um som e entraram na minha vida de formas espec\u00edficas, eles t\u00eam essa rela\u00e7\u00e3o com o underground<\/em>. S\u00e3o pessoas que quando eu comecei a fazer um som, comecei com Rap e batida, eu consegui trocar ideia com elas, consegui somar. S\u00e3o pessoas que partilhavam comigo das mesmas atividades, e cada uma em seu contexto, conseguimos somar juntos, quebrando aquelas barreiras do mundo art\u00edstico, das panelas, das pessoas que te julgam pelo o que acham sem te conhecer.<\/p>\n\n\n\n Entre essas pessoas todos gostam muito do que fazem, independente de fama, grana, tudo, s\u00e3o pessoas que est\u00e3o ali, somando, multiplicando arte e cultura com todos, inclusive comigo. Todos ali t\u00eam uma caminhada espec\u00edfica e muita experi\u00eancia, e mesmo com esse conhecimento e t\u00e9cnica toda, s\u00e3o pessoas que chegam junto, t\u00eam humildade e s\u00e3o grandes amigos.<\/p>\n\n\n\n Esse movimento \u00e9 importante inclusive para levantar toda essa cena e fazer ela girar. O Rap \u00e9 muito grande no Brasil, tem muita gente e com trampos muito legais, principalmente no underground<\/em>. Ent\u00e3o \u00e9 importante fazer toda essa cena girar, que nem um furac\u00e3o, e tirar tudo que t\u00e1 debaixo do tapete. <\/p>\n\n\n\n A gente sabe que essas parcerias n\u00e3o s\u00e3o de ontem, e que voc\u00ea tem outros projetos al\u00e9m do EP envolvendo estes e outros grandes nomes do Rap underground, como o Rap Delivery, por exemplo. Conta um pouco mais pra gente sobre a proposta e a cria\u00e7\u00e3o desse projeto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n Realmente, nenhuma parceria \u00e9 de hoje. Acho que \u00e9 fruto de uma caminhada que voc\u00ea vai encontrando as pessoas com quem voc\u00ea mais se identifica, e o Rap Delivery \u00e9 isso. Eu primeiro conheci o Mano 82, que depois me apresentou o Sergio Estranho, e a gente foi desenrolando v\u00e1rias viv\u00eancias no Rancho Mont Gomer, onde eu tamb\u00e9m conheci o Dom Rafa, e com esses quatro nomes formamos o grupo.<\/p>\n\n\n\n A gente foi colando junto, trocando ideia, resenha, fazendo som, fazendo beat, gravando guia, escrevendo letra, e quando a gente foi ver j\u00e1 v\u00ednhamos h\u00e1 algum tempo fazendo um monte de som, e decidimos fazer algo com isso montando o Rap Delivery. A proposta veio mesmo nessa no\u00e7\u00e3o de \u201calta demanda\u201d, como a gente tava com um grupo muito ritmado, produzindo muito, escrevendo muito, em alta velocidade, a gente estava sempre pronto para entregar um Rap, fazer um delivery<\/em>, na ideia dos aplicativos de entrega mesmo.<\/p>\n\n\n\n Decidimos reunir tudo isso no mesmo conceito, de entregar bastante trampo, aproveitar nossos recursos, nosso talento, habilidade e fazer v\u00e1rios sons. Do que a gente quiser, Rap de v\u00e1rias tem\u00e1ticas, explorando o que o Rap d\u00e1 pra gente e fazendo disso o nosso grupo, voltado para a cria\u00e7\u00e3o extrema, sem se prender, sem cadeado no racioc\u00ednio. Sempre trabalhando, claro, com o que a gente acredita e se identifica tanto em beat, quanto em letra. <\/p>\n\n\n\n \u00c9 uma quest\u00e3o de sinergia, de todo mundo estar t\u00e3o \u00e0 vontade que o processo de trabalho acontece naturalmente, em uma velocidade legal. O foco n\u00e3o \u00e9 acelerar, mas o \u201cacelero\u201d j\u00e1 \u00e9 natural de todo mundo ali. Vamos aproveitar o momento que a gente se sente bem e fazer os trampos, no nosso ritmo, do nosso jeito.<\/p>\n\n\n\n Pra fechar esse nosso papo, como voc\u00ea disse que o EP \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o de uma fase, o que podemos esperar ouvir e ver como pr\u00f3ximos planos do 1cort3, e dos seus projetos de uma forma geral?<\/strong><\/p>\n\n\n\n Cara com certeza, porque voc\u00ea vai juntando m\u00fasica, a\u00ed tem esse EP, mas tem muita m\u00fasica que eu escrevo, em outros projetos, parcerias. Ent\u00e3o \u00e9 destrui\u00e7\u00e3o pra abrir espa\u00e7o para um monte de coisa. <\/p>\n\n\n\n Eu sou um cara que flerta com v\u00e1rias tem\u00e1ticas e isso n\u00e3o vai mudar, ent\u00e3o dentro do Rap, \u00e9 Boombap, \u00e9 Trap, \u00e9 Trip Hop, Memphis 66.6, House, R&B, acho que tudo que a cultura Hip Hop e as vertentes do Rap trazem eu n\u00e3o vou me prender, ent\u00e3o d\u00e1 pra esperar que eu vou atirar pra todo lado, dependendo da brisa que vier na hora. Al\u00e9m do Rap vem a m\u00fasica, e ela \u00e9 sem fronteiras, ent\u00e3o esperem cada vez mais experimenta\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o v\u00e3o estar embasadas em nada fixo, as refer\u00eancias musicais que eu tenho e admiro s\u00e3o nesse sentido, n\u00e3o gosto de me apegar a nada fixo, ent\u00e3o vou trazer coisas diversificadas.<\/p>\n\n\n\n Tem muita coisa do Rap Delivery acumulada, estamos com dois EPs para lan\u00e7ar, o \u201cRimas para Viagem\u201d e o \u201cCyber Tracks\u201d, numa tem\u00e1tica futur\u00edstica, p\u00f3s-apocal\u00edptica, pique Blade Runner. De 1cort3 acho que vai ser uma fase de muitos singles que eu quero fazer e soltar, e at\u00e9 condensar outras ideias para lan\u00e7ar em formato de EP. Mas tudo de uma forma geral, atirando pra todo lado, sem ideias fixas, desapego total.<\/p>\n\n\n\n<\/figure><\/div>\n\n\n\n
<\/figure><\/div>\n\n\n\n