{"id":3174,"date":"2021-10-29T19:24:23","date_gmt":"2021-10-29T19:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/straditerra.com.br\/?p=3174"},"modified":"2021-11-05T16:43:28","modified_gmt":"2021-11-05T16:43:28","slug":"abram-as-cortinas-para-a-nova-versao-do-msor-com-o-album-novx-otelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2021\/10\/29\/abram-as-cortinas-para-a-nova-versao-do-msor-com-o-album-novx-otelo\/","title":{"rendered":"Abram as cortinas para a nova vers\u00e3o do Msor, com o \u00e1lbum \u201cNovx Otelo\u201d"},"content":{"rendered":"\n

Por Gustavo Silva<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n

Dispensando apresenta\u00e7\u00f5es para todos os amantes do underground<\/em> do Rap nacional, o MC e produtor Msor<\/a> vai lan\u00e7ou hoje, 29 de outubro o seu segundo \u00e1lbum de est\u00fadio, intitulado \u201cNovx Otelo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Em seu novo trabalho, o fundador da gravadora Rancho Mont Gomer, busca refer\u00eancia e inspira\u00e7\u00e3o na imagem do artista Sebasti\u00e3o Bernardes de Souza Prata, mais conhecido como \u201cGrande Otelo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Homenageando esta figura marcada como um dos mais destacados atores brasileiros do s\u00e9culo XX, Msor apresenta em \u201cNovx Otelo\u201d a sua busca pessoal por uma nova vers\u00e3o de si mesmo, enquanto artista e pessoa.<\/p>\n\n\n\n

Reafirmando o valor da sua trajet\u00f3ria no Rap, Msor assina diversas produ\u00e7\u00f5es e letras do \u00e1lbum, ao lado de um time de grandes produtores como DJ Tadela<\/a>, DJ Batata Killa<\/a>, VIBOX<\/a>, Thiago Ticana<\/a> e DOMRAFA<\/a>, al\u00e9m das canetas afiadas nos versos de MCs como Victor Xam\u00e3<\/a>, Chinv<\/a>, obelga<\/a>, Malcom V<\/a>L, Sergio Estranho<\/a> e Conde Cory<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

E para preparar todos para este lan\u00e7amento, batemos um papo completo sobre o \u00e1lbum com o Msor, que se aprofundou sobre diversos pontos de \u201cNovx Otelo\u201d e suas refer\u00eancias, al\u00e9m de fazer um breve faixa a faixa e contar mais sobre as produ\u00e7\u00f5es e participa\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum. Confere a\u00ed!<\/p>\n\n\n\n

Buscando uma nova vers\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Salve Msor, satisfa\u00e7\u00e3o enorme de poder trocar essa ideia contigo sobre o seu mais novo trabalho \u201cNovx Otelo\u201d. Neste \u00e1lbum voc\u00ea traz uma tem\u00e1tica que referencia o artista Sebasti\u00e3o Bernardes de Souza Prata, apelidado de Otelo pelo seu enorme talento, e eternizado como Grande Otelo pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico. Pra come\u00e7ar esse nosso papo eu queria que voc\u00ea falasse um pouco sobre essa sua representa\u00e7\u00e3o para o novo \u00e1lbum, como um Novo Otelo, um artista com uma trajet\u00f3ria de grande valor no underground<\/em>, e que se estabelece a cada dia mais como um importante destaque na m\u00fasica nacional como um todo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

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Salve Gustavo, e todo o pessoal da Straditerra e todo mundo que acompanha o site e todo esse trabalho. Satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 minha em poder estar dando essa primeira entrevista sobre o meu trabalho \u201cNovx Otelo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Esse \u00e1lbum tem o nome de \u201cNovx Otelo\u201d, mas na verdade, se a gente catar por v\u00e1rios \u00e2ngulos, eu retratei uma figura antiga, ent\u00e3o seria, digamos assim, uma reciclagem de uma imagem muito importante. Conforme o tempo vai passando, as imagens v\u00e3o se apagando um pouco, s\u00f3 que nada se cria, tudo se copia, aquela frase clich\u00ea. Eu gosto muito da hist\u00f3ria do Sebasti\u00e3o, mas eu quis retratar tamb\u00e9m uma nova vers\u00e3o minha. Acho que todo mundo sempre busca sua nova vers\u00e3o, tanto o artista, quanto o advogado, o juiz, e qualquer um.<\/p>\n\n\n\n

Essa sede por renova\u00e7\u00e3o, pela nossa melhor vers\u00e3o, eu senti essa necessidade depois do meu primeiro trabalho \u201cArcano Pessoal\u201d. Esse trabalho eu sinto que foi uma coisa mais conturbada, porque eu estive em um processo de terminar um grupo, come\u00e7ar a carreira solo, criar o Rancho e nisso tudo encontrar a melhor vers\u00e3o minha poss\u00edvel. Tudo o que eu j\u00e1 fiz foi uma grande bagagem para essa nova vers\u00e3o. Eu sou um cara que sempre arrisca muito, tipo: \u201cVamo fazer? Vamo fazer\u201d, dificilmente eu penso duas ou tr\u00eas vezes, e nessa nova vers\u00e3o tem um pouco disso mas um pouco mais cauteloso, eu penso uma vez antes de fazer, n\u00e3o trato mais as coisas sendo impulsivo como antes.<\/p>\n\n\n\n

Eu antes n\u00e3o me achava um cara detalhista, mas conforme foi passando o tempo eu percebi que eu sou muito detalhista, e isso fez eu aprender a trabalhar melhor esse lado. \u00c9 dif\u00edcil voc\u00ea ser detalhista e impulsivo, essa combina\u00e7\u00e3o acaba atrapalhando muito a voc\u00ea acertar os detalhes das coisas. Ent\u00e3o eu aprendi a respirar e ir pra frente, acho que isso \u00e9 o mais importante.<\/p>\n\n\n\n

Faixa a faixa<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Ao longo das faixas do \u00e1lbum, voc\u00ea cria uma narrativa paralela de um jovem preto enquanto um grande artista que se sente forte e invicto tal qual Grande Otelo, e refor\u00e7a o valor e a grandeza da sua trajet\u00f3ria at\u00e9 aqui, enquanto lida tamb\u00e9m com uma realidade racista e assassina, permeada por medo, por uma falta de autoestima, por uma viv\u00eancia cruel e violenta. Fala mais pra gente sobre essa narrativa e a atmosfera que voc\u00ea buscou criar em Novx Otelo, trabalhando com essas dualidades.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

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Essa imagem \u00e9 muito como eu sempre me senti desde pequeno, e eu acho que como todo homem preto sempre se sentiu e se sente at\u00e9 hoje. A gente tem aquela narrativa em qualquer hist\u00f3ria quando voc\u00ea ouve falar de homens pretos de sucesso, do homem alto, forte, viril, bom de cama, sorriso, p\u00e1, e todo homem preto n\u00e3o \u00e9 assim. Essa \u00e9 a imagem que as pessoas t\u00eam mas pelo contr\u00e1rio, isso causa grandes problemas pra ele, de inseguran\u00e7a, come\u00e7a a n\u00e3o se sentir satisfeito com as coisas, faz ele ser mais duro para poder conseguir compreender, tanto um relacionamento entre um homem e uma mulher, quanto um relacionamento com amigos, tem aquela que o homem preto n\u00e3o pode chorar, e assim vai indo e a gente v\u00ea o resultado na quantidade de homens pretos que morrem por dia, celas cheias, lugares que a gente n\u00e3o tem espa\u00e7o e sempre \u00e9 muito agredido.<\/p>\n\n\n\n

Dentro da primeira faixa eu trago esse \u201cAdeux\u201d dessa imagem padr\u00e3o que as pessoas t\u00eam de todo homem preto que elas conhecem, e a faixa traz essa atmosfera diferenciada, que \u00e9 bem fora do Rap. A Joy<\/a> cantou, eu produzi essa faixa e tive a colabora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m de outros produtores. A\u00ed eu consigo ir para a segunda faixa que chama \u201cMapeando Territ\u00f3rio\u201d, a gente sempre precisa mapear, destrinchar, onde a gente t\u00e1. Todo homem preto aprende que em todo lugar que vai ele tem que observar onde est\u00e1, exatamente para evitar ser atacado. Ent\u00e3o \u00e9 muito essa vis\u00e3o, de mapear onde a gente t\u00e1, pra saber que se acontecer alguma coisa, a gente sempre tem que ter uma resposta.<\/p>\n\n\n\n

A\u00ed eu vou pra terceira faixa que se chama \u201cProfundidade\u201d. Depois que a gente mapeia, a gente sabe a profundidade, come\u00e7a a enxergar a bondade e a maldade das coisas, e clareia at\u00e9 na mente quando a gente sabe o momento certo para poder atribuir a melhor vers\u00e3o nossa para as pessoas. O quarto som j\u00e1 \u00e9 o encontro dessa nova vers\u00e3o. \u201cCortinas\u201d \u00e9 o momento que a gente n\u00e3o pode, querendo ou n\u00e3o, perder o timing<\/em>. Eu retratei no come\u00e7o do \u00e1lbum esse lado mais de caos, de saber enxergar as coisas, esse momento mais conturbado, e acho que sempre depois desse momento vem a parte que a gente precisa acordar. Eu retrato muito isso nesse som, o momento exato pra gente falar tipo: \u201cPutz, agora \u00e9 a minha hora\u201d, \u00e9 voc\u00ea e voc\u00ea, n\u00e3o precisa de mais nada.<\/p>\n\n\n\n

O quinto som chama \u201cFomediQue?\u201d, ent\u00e3o a gente j\u00e1 mapeou tudo que a gente passou, extravasou, e depois vem aquela fome, \u00e2nsia de querer ganhar, de querer tomar o que \u00e9 nosso. N\u00e3o tomar bens materiais, eu digo sobre tomar essa nova vers\u00e3o como a nossa pr\u00f3pria, de cada pessoa. Eu chamei o Malcom VL, de Guarulhos (SP), um jovem preto, modelo, m\u00fasico, pra representar comigo nesse som, com produ\u00e7\u00e3o minha tamb\u00e9m. Depois de todas essas etapas a gente chega no sexto som j\u00e1 \u00e9 como o \u201cNovxOtelo\u201d, ent\u00e3o seria essa nova vers\u00e3o nossa mesmo, principalmente minha, e de quem mais se identificar, todo homem preto que se identificar.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9tima faixa chama \u201cPrivil\u00e9gio do Sil\u00eancio\u201d, eu tentei trazer uma quest\u00e3o muito importante porque, principalmente aqui no Brasil, boa parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 preta e uma parcela dessa popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o sabe que \u00e9 preta por n\u00e3o ser retinto, aquele preto que \u00e9 geralmente retratado nas m\u00eddias. Mas dentro dos tons de pessoas pretas existe uma grande varia\u00e7\u00e3o, e voc\u00ea consegue enxergar que toda pessoa preta \u00e9 tratada igual, mas voc\u00ea muitas vezes n\u00e3o tem na sua fam\u00edlia a viv\u00eancia de uma fam\u00edlia preta, ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o consegue se encaixar. Nessa faixa eu tentei trazer um questionamento para as pessoas pretas retintas e n\u00e3o retintas. Esse som eu escrevi inteiro e produzi com alguns amigos, e chamei o Conde Cory para cantar comigo.<\/p>\n\n\n\n

A \u00faltima faixa chama \u201cAlegria da Noite\u201d e \u00e9 aquele momento noturno, de aventura e tudo mais, exatamente para terminar o \u00e1lbum em um momento alegre, ao inv\u00e9s de uma atmosfera mais pra baixo ou introspectiva.<\/p>\n\n\n\n

E para criar um trabalho \u00e0 altura de Grande Otelo voc\u00ea contou com \u00f3timas produ\u00e7\u00f5es que elevam muito a qualidade do \u00e1lbum, e que por si s\u00f3 merecem um destaque especial. Compartilha com a gente quem voc\u00ea trouxe pra fortalecer a produ\u00e7\u00e3o musical de Novx Otelo, e como foi esse processo criativo do \u00e1lbum?<\/strong><\/p>\n\n\n\n

As nove faixas s\u00e3o produ\u00e7\u00e3o minha, boa parte delas s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, mas tem tamb\u00e9m sons com outros produtores envolvidos. Uma pe\u00e7a fundamental nesse \u00e1lbum foi o produtor DJ Tadela, tiveram produ\u00e7\u00f5es que eu comecei junto com ele. Uma das produ\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum \u00e9 do DK; nas outras faixas eu chamei o VIBOX (outro produtor sensacional daqui de SP); eu tamb\u00e9m consegui o contato com o Dow Raiz que me indicou o trompetista da banda dele, Menandro<\/a> de Curitiba, m\u00fasico foda; convidei o Thiago Ticana, daqui da Zona Norte, puta guitarrista e produtor; chamei tamb\u00e9m o DJ Batata Killa para somar em algumas faixas; e o DOMRAFA, outro produtor aqui do Rancho Mont Gomer que tem um potencial incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n

Nos feats eu chamei o Malcom VL; obelga, que \u00e9 de Uberl\u00e2ndia (um fato at\u00e9 interessante, porque o Sebasti\u00e3o \u201cGrande Otelo\u201d \u00e9 natural de Uberl\u00e2ndia tamb\u00e9m); chamei o Chinv, da SoundFoodGang; a Joy Amaru, cantora sensacional; Sergio Estranho que sempre t\u00e1 com a gente; e o Victor Xam\u00e3 de Manaus, um cara sensacional, acho ele um puta m\u00fasico incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n

Com essas grandes produ\u00e7\u00f5es, Novx Otelo viaja por diferentes g\u00eaneros, Boombap, Trap, Jazz, House, carregando as faixas por v\u00e1rias sonoridades, desde m\u00fasicas com uma pegada mais de festas e rol\u00eas, at\u00e9 faixas mais densas, introspectivas e cr\u00edticas, destacando a sua pr\u00f3pria variedade art\u00edstica. Fala mais pra gente sobre essa diversidade sonora que o \u00e1lbum apresentou t\u00e3o bem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Essa diversidade de g\u00eaneros \u00e9 uma coisa que eu procuro muito no que eu consumo, nos artistas que eu consumo, tanto daqui como l\u00e1 de fora. O Boombap \u00e9 uma coisa que eu sempre escutei desde pequeno, o Trap eu acabei escutando j\u00e1 mais na adolesc\u00eancia, Jazz eu tamb\u00e9m sempre escutei, e o House \u00e9 uma coisa que eu tamb\u00e9m gosto desde pequeno. No primeiro grupo que eu tive um amigo me ensinou a rimar em cima de beat de House, porque eu escutava muito Samba, Pagode, e eu n\u00e3o conseguia rimar em cima do beat mais lento do Boombap. Essa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica House foi algo que eu sempre quis trazer, e pretendo fazer ainda mais em pr\u00f3ximos trabalhos.<\/p>\n\n\n\n

E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na produ\u00e7\u00e3o musical e nas sonoridades que o \u00e1lbum se destaca, a sua escrita e entrega em Novx Otelo trazem uma grande variedade de <\/strong>flows<\/em><\/strong> com levadas mais introspectivas, combinando com versos mais rasgados e agressivos. Compartilha com a gente como foi o seu processo de escrita e de interpreta\u00e7\u00e3o vocal para este \u00e1lbum.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Eu acho que o meu processo de escrita \u00e9 muito sobre a variedade de estilos de sons que eu procuro nos artistas que consumo, e eu tamb\u00e9m comecei a enxergar a m\u00fasica de outra forma. Quando eu era mais novo, eu escutava muito novela de r\u00e1dio, e ficava observando como a novela era narrada, e conseguia enxergar muito bem o que era falado, a aten\u00e7\u00e3o colocada em cada interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Acho que tem muito disso, o Parteum fala muito tamb\u00e9m que um MC que grava ali na hora acaba sendo tamb\u00e9m um ator. Eu comecei a enxergar as minhas m\u00fasicas dessa forma, sobre interpreta\u00e7\u00e3o. Uma palavra simples, dependendo da interpreta\u00e7\u00e3o, toma outro tom, outra for\u00e7a. Essa interpreta\u00e7\u00e3o eu tentei trazer muito para esse trabalho, por isso essa variedade de flows<\/em> e m\u00e9tricas<\/p>\n\n\n\n

Al\u00e9m da sua caneta, o \u00e1lbum conta com grandes participa\u00e7\u00f5es que entregam \u00f3timos versos, trazendo nomes que voc\u00ea j\u00e1 colaborou antes em trabalhos de destaque como Sergio Estranho, VXam\u00e3, Chinv, e muito mais. Conta mais pra gente sobre todas essas participa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea trouxe para o \u00e1lbum e a import\u00e2ncia destes nomes estarem presentes no seu novo trabalho.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Cada uma dessas participa\u00e7\u00f5es foi muito bem pensada. O Estranho \u00e9 um cara que eu amo, sempre escrevo com ele, admiro ele. Pra mim atualmente, juntamente com o Dow Raiz, s\u00e3o os caras que eu mais admiro a caneta. O Estranho faz muito isso, ele fala do mesmo jeito, mas nunca soa do mesmo jeito, algo que eu acho muito dif\u00edcil e at\u00e9 busco como inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

O Victor Xam\u00e3 eu tamb\u00e9m acho incr\u00edvel, acabei conhecendo ele pelo Estranho e o Eloy, \u00e9 um cara excepcional, um artista completo. E a\u00ed vem o Chinv tamb\u00e9m, da SoundFoodGang; o obelga que \u00e9 outro cara incr\u00edvel que eu conheci pelo Batata (meu DJ desde o meu antigo grupo); a Joy que tamb\u00e9m \u00e9 sensacional, uma mina preta incr\u00edvel, com uma voz linda, escreve muito bem, tem muito trabalho que eu quero lan\u00e7ar com ela ainda.<\/p>\n\n\n\n

O Cory \u00e9 outro moleque muito talentoso, canta demais, me lembra muito o jeito do Michael Jackson cantando quando era mais novo, sinto que ele tenta trazer muito disso no canto dele, e nas coisas que ele escreve, moleque brilhante. E o Malcom VL \u00e9 um cara incr\u00edvel, moleque muito talentoso, cada vez ganhando mais palco e espa\u00e7o, homem preto, retinto, representando muito n\u00f3s por todo o Brasil.<\/p>\n\n\n\n

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