{"id":1780,"date":"2021-10-13T01:00:59","date_gmt":"2021-10-13T01:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.alexbrunodesign.com\/?p=1780"},"modified":"2021-10-13T01:00:59","modified_gmt":"2021-10-13T01:00:59","slug":"narrando-madrugas-da-quarentena-sodan-expoe-lado-intimo-e-experimental-no-ep-crise-da-meia-noite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2021\/10\/13\/narrando-madrugas-da-quarentena-sodan-expoe-lado-intimo-e-experimental-no-ep-crise-da-meia-noite\/","title":{"rendered":"Narrando madrugas da quarentena, s\u00f3dan exp\u00f5e lado \u00edntimo e experimental no EP \u201cCrise da Meia-Noite”"},"content":{"rendered":"\n
Por Gustavo Silva<\/strong><\/p>\n\n\n\n Salve, salve fam\u00edlia Straditerra! Gustavo aqui novamente. Hoje vamos respirar o ar do Velho Continente fazendo a conex\u00e3o Straditerra-Portugal, com o trabalho do MC s\u00f3dan!<\/p>\n\n\n\n Carioca do bairro do Iraj\u00e1, na zona norte do Rio de Janeiro, Dan \u00e9 um artista que encontrou nas poesias uma forma de comunicar seus pensamentos e sentimentos, e descobriu no Slam, um espa\u00e7o para colocar suas poesias no Rap.<\/p>\n\n\n\n Morando em Portugal desde 2018, foi no ano passado que Dan fez seu primeiro grande lan\u00e7amento de um trabalho musical, com o EP \u201cCrise da Meia-Noite\u201d. Escrito em meio \u00e0s madrugadas da pandemia, o EP transborda uma atmosfera bem \u00edntima, narrando uma jornada de entendimento, criada em torno de sonoridades Lo-Fi.<\/p>\n\n\n\n Contando com nomes importantes para a cena underground e Lo-Fi como gvtx, nabru, Sh1ft, al\u00e9m dos portugueses Isrobro e Wusdat, o EP apresenta Dan narrando dias de uma quarentena que todos vivemos, e exp\u00f5e na escrita o \u00edntimo do artista em meio a tempos de escurid\u00e3o, onde a arte se torna o principal ref\u00fagio.<\/p>\n\n\n\n Trocamos uma ideia com o s\u00f3dan, em um papo sobre a trajet\u00f3ria e os primeiros contatos dele com a arte, o processo de desenvolvimento de \u201cCrise da Meia-Noite\u201d, as participa\u00e7\u00f5es e produtores envolvidos no EP, as influ\u00eancias de Cartola e da m\u00fasica brasileira nos trabalhos do MC, e muito mais!<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Dan:<\/strong> Salve, salve! Primeiramente quero agradecer o convite da galera da Straditerra, agradecer o convite por estarem fazendo essa entrevista, falando um pouco de mim e dando esse espa\u00e7o pra gente ter um pouco de voz. Agora respondendo \u00e0 pergunta, eu tenho 22 anos de pista e gra\u00e7as a Deus eu nasci em um bairro que tem uma riqueza cultural e musical muito grande, que \u00e9 o bairro do Iraj\u00e1, na zona norte do Rio de Janeiro, ali perto de Madureira, entre outros bairros que t\u00eam uma cultura muito forte. Dentro dessas for\u00e7as incr\u00edveis que v\u00eam dos bairros, acredito que a maior delas seja o samba. O samba, a religi\u00e3o, tudo isso que envolve essa cultura de sub\u00farbio, de periferia. Hoje eu enxergo que ter crescido nesse meio foi um grande presente pra mim.<\/p>\n\n\n\n Tive tamb\u00e9m a oportunidade, desde pequeno, de ter esse contato com arte atrav\u00e9s da minha fam\u00edlia. Meu pai sempre curtiu muito rock, curtia ouvir Legi\u00e3o Urbana, Cazuza. A fam\u00edlia da minha m\u00e3e vem do sert\u00e3o, ent\u00e3o eu sempre ouvia muito Roberto Carlos, Agnaldo Tim\u00f3teo, muito forr\u00f3, muita m\u00fasica, muita refer\u00eancia. E acho que isso tudo foi me formando. Fora a m\u00fasica eu sempre tive muito contato com a arte, desde pequeno. Meu pai tinha um sonho de adolesc\u00eancia de estudar cinema, infelizmente ele n\u00e3o teve essa oportunidade, porque a gente vinha de um bairro muito humilde e meu pai perdeu o pai dele muito cedo, ent\u00e3o teve que recorrer para meios que dessem um retorno maior. Mas isso fez com que desde cedo eu tivesse esse contato com o cinema.<\/p>\n\n\n\n L\u00e1 pelos meus 10 anos eu comecei a me interessar por uma comunidade do Orkut de hist\u00f3rias de terror, eu gostava muito de ler aquelas hist\u00f3rias, era algo que me prendia muito e me fazia voltar pra essa vis\u00e3o cinematogr\u00e1fica das coisas. At\u00e9 que um dia resolvi escrever pra essa comunidade e isso come\u00e7ou a me dar muito prazer, al\u00e9m de ter um bom retorno da galera que acompanhava. E assim surgiu minha paix\u00e3o pela escrita.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Reflexo virou mat\u00e9ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n D:<\/strong> L\u00e1 por 2014 eu passei por alguns problemas pessoais que me despertaram pra escrever muitas poesias, e o retorno das pessoas que liam era sempre positivo, o que me incentivou a seguir escrevendo, e sempre ouvindo muita m\u00fasica. Sempre ouvi rap, desde novo. Al\u00e9m do samba, meu bairro tinha muita for\u00e7a com rap, funk, funk de fac\u00e7\u00e3o, proibid\u00e3o. Mas pela forma que eu escrevia, que eu me comunicava, eu sentia que n\u00e3o tinha espa\u00e7o no rap.<\/p>\n\n\n\n At\u00e9 que em 2017 eu ouvi um verso do Makalister em \u201cPoetas no Topo 1\u201d, que me gerou uma pulga atr\u00e1s da orelha, porque eu achei muito genial a forma po\u00e9tica que ele falava sobre um assunto totalmente profundo e complexo, me lembrando muito das coisas que eu gostava de ler e da pr\u00f3pria forma que eu me comunicava atrav\u00e9s da leitura. E foi esse um dos impulsos que me fizeram come\u00e7ar a escrever rap.<\/p>\n\n\n\n No Rio de Janeiro eu frequentava desde muito novo as batalhas de rap, shows, estava sempre envolvido nesse meio mas nunca tinha me apresentado. Quando eu comecei a escrever meus raps eu tive contato tamb\u00e9m com o Slam Marginal, que me deixou extremamente encantado. Em 2018 eu vim morar em Portugal, e n\u00e3o sabia se eu teria a oportunidade de me apresentar em algo assim por aqui.<\/p>\n\n\n\n Chegando aqui eu me inscrevi em um curso de arte e espet\u00e1culo – mais voltado para o teatro e performance – que agregou muito \u00e0 minha bagagem como artista. Nesse per\u00edodo de estudos, na cidade que eu estava no Algarve, chamada Faro, come\u00e7ou a rolar uma batalha de MCs organizada por brasileiros, que tinha um espa\u00e7o s\u00f3 para poesias e foi quando eu resolvi me apresentar.<\/p>\n\n\n\n Logo na minha primeira apresenta\u00e7\u00e3o a galera foi ao del\u00edrio. Eu mandei a minha poesia e vi gente com o olho brilhando, chorando (risos). Aquilo pra mim foi um impulso muito grande. At\u00e9 ent\u00e3o eu n\u00e3o tinha muita coragem de expor minhas poesias, por achar que escrever sobre os nossos sentimentos era uma forma de fraqueza, e aquele dia quebrou de forma total esses pensamentos. Da\u00ed eu passei a colar toda a sexta-feira no Slam, comecei a me tornar mais conhecido na cidade, a participar de Slam em outros lugares, at\u00e9 no Slam regional do Algarve que cheguei na semifinal, concorrendo a uma vaga para o nacional de Portugal. Infelizmente n\u00e3o rolou, mas esse ano, e quem sabe ano que vem, quero me inscrever e continuar participando.<\/p>\n\n\n\n Essa foi minha caminhada com o Slam, um grande pontap\u00e9 pra mim. Desde que comecei a escrever poesia, e rap, eu vinha trabalhando, estudando e tentando me entender como escritor e m\u00fasico, e o Slam foi esse primeiro grande passo. At\u00e9 que chegou a pandemia, e eu precisava encontrar solu\u00e7\u00f5es pra continuar fazendo aquilo que eu gosto, e assim surgiu a ideia de fazer o EP \u201cCrise da Meia-Noite\u201d.<\/p>\n\n\n\n Foi tudo em um momento muito perfeito, eu conto pra galera que se fosse em outra altura da minha vida, at\u00e9 mesmo esse ano, eu n\u00e3o faria um EP como esse, eu nem lan\u00e7aria esse trabalho, apesar de amar muito as m\u00fasicas. Eu acho que era pra ser lan\u00e7ado no momento que foi.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n D: <\/strong>Eu acho que foi tudo muito natural. At\u00e9 mesmo pela primeira faixa, eu falo literalmente sobre os primeiros dias, e como \u00e9 estar passando por esse momento t\u00e3o novo na nossa vida. A partir da primeira faixa para as outras foi como um filme mesmo. Primeiro \u00e9 aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201co que t\u00e1 acontecendo?\u201d, \u201co que eu t\u00f4 vivendo?\u201d, a saudade que voc\u00ea sente das coisas que voc\u00ea vivia, da rotina, da liberdade, e aos poucos foram surgindo as outras letras. Nada muito pensado, como: \u201cagora eu vou escrever sobre isso\u201d. Foram dias narrados literalmente.<\/p>\n\n\n\n S: Para instrumentalizar toda essa atmosfera do EP, voc\u00ea contou com gvtx, Sh1ft e Wusdat, que lan\u00e7aram o melhor do Lo-Fi nas suas produ\u00e7\u00f5es, trazendo grande destaque para o lado instrumental do EP. Como foi pensada a sele\u00e7\u00e3o desses produtores e o desenvolvimento dessa sonoridade Lo-Fi no EP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n D:<\/strong> Assim como as letras, o processo de instrumentais foi com o tempo, de forma muito natural. O Sh1ft \u00e9 um amigo pessoal, a gente faz parte do coletivo 3GALO do RJ, e foi uma das primeiras pessoas que me deram um apadrinhamento no sentido de me guiar musicalmente, e de trocar experi\u00eancias sobre m\u00fasica. Ent\u00e3o logo que eu comecei a pensar no projeto eu sabia que n\u00e3o ia deixar ele de fora, at\u00e9 mesmo por ter a vontade de fazer algo extremamente experimental, fora da curva do que a gente consome no rap nacional em geral, o Sh1ft \u00e9 um cara que tem muito essa vibe.<\/p>\n\n\n\n O gvtx foi praticamente um combo da nabru. Eu conheci ela em 2019, visitando o RJ, e logo acabei conhecendo tamb\u00e9m o gvtx. Comecei a ouvir muitos sons dele com o Anti-Her\u00f3i e logo bateu o feeling<\/em> dos beats dele. O gvtx pra mim \u00e9 um dos melhores produtores da atualidade no meio underground.<\/p>\n\n\n\n E o Wus \u00e9 um mano aqui de Portugal, inclusive foi o Sh1ft mesmo que me apresentou na \u00e9poca que eu tava procurando sonoridades pra trazer pro EP, e ele foi outro cara que bateu o feeling<\/em>. Na \u00e9poca eu tava ouvindo muito Lo-Fi, e tudo que envolve essa est\u00e9tica mais experimental, mais alternativa.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Em 2018 eu conheci o som do lord apex, um artista da Inglaterra que \u00e9 muito foda; descobri Yellow Days, caras que t\u00eam uma est\u00e9tica mais suja, experimental, e que acabaram me inspirando muito. O Lo-Fi foi algo mais de uma procura, eu tava realmente \u00e0 procura de beats, instrumentais e de uma atmosfera que pudessem trazer um pouco daquilo que eu tava ouvindo e vivendo na \u00e9poca, e o Lo-Fi encaixou totalmente nisso.<\/p>\n\n\n\n S: E agregando ainda mais valor a \u201cCrise da Meia-Noite\u201d, nabru e Isrobro chegaram no melhor estilo, lan\u00e7ando \u00f3timos versos nas duas participa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea trouxe nesse EP. Como foi a escolha dessas duas participa\u00e7\u00f5es com presen\u00e7as t\u00e3o fortes nesse trabalho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n D:<\/strong> O som da nabru foi muito importante pra mim, porque eu acho que ela \u00e9 uma pessoa que t\u00e1 no momento certo. Ela apareceu no momento que era preciso aparecer, \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o feminina muito forte, e que felizmente a gente acabou se tornando amigos de vida. Era realmente algu\u00e9m que eu n\u00e3o queria deixar de fora desse projeto. Como foi um trabalho feito na quarentena, que traz toda essa naturalidade nas letras, eu e ela acabamos fazendo esse som atrav\u00e9s das viv\u00eancias, conversas e trocas de ideias que tivemos nesse momento.<\/p>\n\n\n\n O Isrobro \u00e9 um mano que eu j\u00e1 curtia muito aqui de Portugal. Quando eu cheguei aqui eu procurava realmente uma cena underground forte, e ele foi um dos nomes que eu logo descobri e me gerou muita curiosidade e interesse pelo trabalho dele, por toda essa est\u00e9tica do Lo-Fi e do Boombap, ent\u00e3o achei que seria uma participa\u00e7\u00e3o perfeita.<\/p>\n\n\n\n S: Em meio a algumas pesquisas sobre suas influ\u00eancias, Cartola \u00e9 um dos grandes nomes, principalmente nesse EP. Fala um pouco mais pra gente sobre sua rela\u00e7\u00e3o com Cartola e os reflexos dessa influ\u00eancia em \u201cCrise da Meia-Noite\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n D: <\/strong>Por ter vindo de um bairro que bebe muito do samba, o Cartola \u00e9 inevit\u00e1vel na minha vida. Desde o come\u00e7o da minha jornada aqui em Portugal ele sempre esteve presente nos meus fones. As m\u00fasicas, as letras dele sempre fizeram muito sentido para aquilo que eu vivo. Eu sou uma pessoa que pira muito na interpreta\u00e7\u00e3o musical, e acho que o Cartola \u00e9 um cara que conseguiu interpretar de uma forma que poucos artistas eu vi fazendo. A forma que ele expressa o sentimento nas letras, na voz dele, as melodias, isso \u00e9 algo que me inspira bastante.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n S: Dan, voc\u00ea comentou que em 2020 n\u00f3s passamos mais do que 40 dias no deserto e nesse deserto voc\u00ea descobriu muita coisa, fonte de \u00e1gua e de vida. A arte, a m\u00fasica, certamente foram algumas dessas descobertas, o que fica refletido nas narrativas deste EP. Ao passar pela \u201cCrise da Meia-Noite\u201d, voc\u00ea sente que a arte foi o caminho que voc\u00ea encontrou para lidar com as verdades e incertezas desses tempos, e enxergar a melhoria que est\u00e1 por vir?<\/strong><\/p>\n\n\n\n D: <\/strong>Com certeza. A arte pra mim sempre foi um ref\u00fagio, desde pequeno. Nessa entrevista eu at\u00e9 resumi em pouca coisa sobre o que eu j\u00e1 vivi com a arte, e como ela se conecta com a minha vida. Vi uma vez dizerem que a arte \u00e9 tipo um carma, voc\u00ea n\u00e3o consegue fugir, \u00e9 algo que t\u00e1 ali dentro de voc\u00ea, e tudo que voc\u00ea faz reflete naquilo, desde os lugares que eu vou, at\u00e9 pessoas que s\u00e3o artistas que acabam se conectando comigo naturalmente, \u00e9 algo que gera essa conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n \u201cCrise da Meia-Noite\u201d foi s\u00f3 um peda\u00e7o daquilo que eu precisava naquele momento. Antes do EP mesmo eu tava pensando em fazer outro EP que ia chamar \u201cDaniel na Cova de Gelo\u201d, onde eu queria falar sobre estar dentro dessa cova de gelo, que vai derretendo conforme o Sol vai chegando. Mas acabei mudando o nome, pelas letras terem sido escritas na madrugada, e toda a atmosfera que o EP tem.<\/p>\n\n\n\n A arte est\u00e1 envolvida nisso. Ano passado na quarentena eu perdi tr\u00eas pessoas muito importantes pra minha vida. Na faixa \u201cTudo Que Voc\u00ea Podia Ser\u201d meu verso foi escrito para a minha av\u00f3, que eu perdi ano passado. \u00c9 meio que uma carta para ela, e para outras pessoas que se foram. Perdi um tio meu, um amigo de inf\u00e2ncia, e a arte me ajudou a superar tudo isso. Seria um peso muito mais complicado de lidar sem a arte do meu lado.<\/p>\n\n\n\n S: Al\u00e9m de Cartola, quais outras influ\u00eancias e sons t\u00eam ocupado seus fones e dado base para suas cria\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n D:<\/strong> Eu sou muito de momento, n\u00e3o consigo me focar em um g\u00eanero s\u00f3. Agora tenho escutado muito rap norte americano, Westside Gunn, JPEGMafia. T\u00f4 sempre ouvindo muita MPB tamb\u00e9m, ouvindo muito meus amigos, nabru, Lessa Gustavo, Dro, essa rapaziada que t\u00e1 sempre comigo. S\u00e3o sons que pra mim fogem um pouco dessa caixa. Eu gosto de estar ouvindo coisas novas, experimentando coisas novas.<\/p>\n\n\n\n Sobre refer\u00eancias e influ\u00eancias, com certeza Renato Russo \u00e9 uma grande influ\u00eancia para mim de escrita; a Clara Nunes \u00e9 uma mulher que pra mim tem uma refer\u00eancia muito grande de canto; Milton Nascimento, esses grandes her\u00f3is da m\u00fasica brasileira pra mim s\u00e3o uma grande for\u00e7a da natureza; Ney Matogrosso, gosto muito de todos eles.<\/p>\n\n\n\n S: Dan, pra fechar esse papo, apesar de ser um lan\u00e7amento recente, \u201cCrise da Meia-Noite\u201d foi s\u00f3 o seu primeiro EP. O que podemos esperar entre os seus pr\u00f3ximos projetos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n D:<\/strong> Agora depois do clipe de \u201cFuso Hor\u00e1rio\u201d eu vou lan\u00e7ar uma fanzine que foi feita em colabora\u00e7\u00e3o com a minha amiga Myrella, uma artista incr\u00edvel de S\u00e3o Paulo, ilustradora. \u00c9 uma fanzine onde eu coloquei algumas coisas que eu escrevi no processo de \u201cCrise da Meia-Noite\u201d mas n\u00e3o foram para o EP, ent\u00e3o tem poemas, desabafos, prosas e ilustra\u00e7\u00f5es muito bacanas.<\/p>\n\n\n\n Fora isso, ainda esse ano, se tudo der certo, eu espero que eu consiga trazer mais trabalhos, quem sabe um novo EP at\u00e9 o final do ano, come\u00e7o do ano que vem. Mas esse ano eu tenho certeza que alguns singles v\u00e3o vir e algumas participa\u00e7\u00f5es com amigos meus.<\/p>\n\n\n\n Agradecemos muito ao s\u00f3dan pela disponibilidade pra esse papo! Confiram o EP \u201cCrise da Meia-Noite\u201d nas principais plataformas de streaming, e acompanhem os trabalhos do MC nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n<\/figure><\/div>\n\n\n\n
Straditerra: Salve Dan! Pra come\u00e7ar esse nosso papo, queria que voc\u00ea contasse um pouco sobre a sua trajet\u00f3ria com a arte, os primeiros contatos com m\u00fasica e poesia, desde sua caminhada no Slam, at\u00e9 o lan\u00e7amento do EP \u201cCrise da Meia-Noite\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<\/figure><\/div>\n\n\n\n
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