{"id":1678,"date":"2021-10-12T23:32:14","date_gmt":"2021-10-12T23:32:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.alexbrunodesign.com\/?p=1678"},"modified":"2021-10-12T23:32:14","modified_gmt":"2021-10-12T23:32:14","slug":"rare-prosper-o-drill-manauara-mirando-rajada-e-lancando-veneno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2021\/10\/12\/rare-prosper-o-drill-manauara-mirando-rajada-e-lancando-veneno\/","title":{"rendered":"RARE PROSPER: O Drill manauara mirando rajada e lan\u00e7ando veneno"},"content":{"rendered":"\n
por Rhyvia Ara\u00fajo<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n Trajado de um vi\u00e9s filos\u00f3fico e venenoso, o artista manauara RARE PROSPER<\/strong>, t\u00eam as suas coordenadas apontadas para a cena disruptiva do DRILL, que se desenvolvem a partir do intrigante e explosivo audiovisual MARFIM<\/strong>, lan\u00e7ado na noite de s\u00e1bado (12\/12). Vers\u00e1til, o rapper sustenta o conceito de prosperidade, e de \u201cprimeira ele acerta\u201d.<\/p>\n\n\n\n H\u00e1 um misto de suspense e magnitude, que pincelam os introdut\u00f3rios segundos de Marfim, em um tom que expressa toda a erup\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Rare, sem deixar de lado, a rica e certeira escolha da sonoridade marcante do Drill, proveniente do South Side de Chicago, constru\u00edda pelo artista com muita qualidade, apuro t\u00e9cnico e representa\u00e7\u00f5es m\u00edsticas\/simbol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n \u201cSaca que na simbologia, o marfim significa algo \u201cduradouro com longevidade\u201d, ou at\u00e9 mesmo algo pr\u00f3spero e de poder. Tem uma lenda, onde contam que o trono do Rei Salom\u00e3o, era revestido por pe\u00e7as de marfim, e por esse sentido, intitulei a faixa com este nome, ap\u00f3s anos tentando me firmar em algo, tentando algo. E flagra quando tu tem certeza de alguma coisa como nunca teve antes? Esse \u201calgo\u201d pra mim \u00e9 a faixa Marfim<\/em>\u201d, explica<\/strong> Rare.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n \u201cMARFIM<\/strong>\u201d, \u00e9 uma pe\u00e7a atemporal de RARE<\/strong>, em sintonia com a filosofia do DRILL<\/strong>. O artista fez do tempo o seu melhor estudo, desenvolvendo um trabalho original e com identidade pr\u00f3pria, ap\u00f3s sete anos de amadurecimento e investimentos dos seus projetos dentro do movimento hip-hop.<\/p>\n\n\n\n \u201cFoi dif\u00edcil, mas ao menos tempo foi o encontro perfeito. J\u00e1 escutava Drill h\u00e1 um tempo, por\u00e9m a filosofia por tr\u00e1s do estilo, foi algo que ainda n\u00e3o tinha tido contato, e assim com meu contato com o boombap e o (boom)trap, foram \u00fanicos, com o Drill tamb\u00e9m foi, mas procurei investir, tanto \u00e9 que ser\u00e1 meu primeiro lan\u00e7amento em sete anos de HipHop\u201d<\/em>, sintetiza o artista.<\/strong><\/p>\n\n\n\n A representa\u00e7\u00e3o feita durante essa aventura visual supracitada, sustenta fortemente uma gama de conceitos e miss\u00f5es, que percorrem pelo caminho da supera\u00e7\u00e3o e davc ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n \u201cQuerendo ou n\u00e3o, cada verso e at\u00e9 o beat, \u00e9 um desabafo, algo que estava preso na minha glote h\u00e1 muito tempo, e quem escutar vai perceber que no final, \u00e9 como se tivesse um sentido de supera\u00e7\u00e3o, similar a algo seco, de deserto, sofrimento\u2026 \u00e9 como se um peso sa\u00edsse das costas. At\u00e9 a quest\u00e3o do verso: \u201cMe d\u00e1 duas chances, e na primeira eu acerto\u201d, \u00e9 o resumo de que n\u00e3o tenho mais tempo para perder, ali\u00e1s, creio que ningu\u00e9m tem. Quem perde tempo n\u00e3o tem ambi\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em> ressalta <\/strong>Prosper.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n O manauara, esclarece as sensa\u00e7\u00f5es executadas atrav\u00e9s das camadas e dos movimentos, que explorou em parceria com a QUARTO PRODU\u00c7\u00d5ES<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n \u201cFalando de mercado, hoje em dia, as pessoas gostam de escutar um som de qualidade, certo? Al\u00e9m da voz, o audiovisual envolve outras express\u00f5es, e s\u00e3o meios que conseguimos para cativar as pessoas a conhecer mais o meu trabalho. A QUARTO PRODU\u00c7\u00d5ES<\/strong> sempre procura ser diferenciada nos seus trabalhos, antes de trabalhar junto com a equipe j\u00e1 era f\u00e3 do trabalho deles, quando me chamaram pra trabalhar junto fiquei extasiado, e no conte\u00fado est\u00e9tico de Marfim, buscamos basicamente trabalhar a linhagem do som em si, algo sombrio remetendo a pr\u00e9dios abandonados, com aquela sensa\u00e7\u00e3o de poder, juntamente com a altura do pr\u00e9dio, quase dezesseis andares, assistam o clipe que voc\u00eas v\u00e3o entender o que eu t\u00f4 tentando dizendo\u201d<\/em>, revela<\/strong> Rare<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n O design apresentado em MARFIM<\/strong>, refor\u00e7a a ideologia das ondas r\u00edtmicas sombrias e psicod\u00e9licas, sabiamente assinadas por Rare<\/strong> em colabora\u00e7\u00e3o de RVL$, <\/strong>na mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n \u201cRare chegou com a id\u00e9ia do som, logo de primeira eu ouvi e j\u00e1 imaginei o que podia acrescentar na base, logo ent\u00e3o adicionei uns timbres de percuss\u00e3o, hit hat, claps, snares, pra da o bounce e o groove que o drill tr\u00e1s, fui moldando o beat em cima da letra, adicionando efeitos de ambi\u00eancia, tais como barulhos de cidade, de upfilter e downfilter e no mais foi isso, s\u00f3 moldei a base pra ficar da melhor forma\u201c<\/em>, explica o produtor <\/strong>RVL$.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n A extraordin\u00e1ria envolv\u00eancia audiovisual, foi filmada nas \u00e1reas sinistras da Zona Sul de Manaus, onde Rare interpretou suas vivacidades e mostrou a veracidade de cada verso. Ladeado pelo diretor executivo Thiago Cunha<\/strong> (@Realthiagocunha), fotografado por Ruan Fogo<\/strong> (cheidigente) e log\u00edstica assinada pelo Perigo<\/strong>. Em modo plano-sequ\u00eancia, os produtores lapidaram engenhosamente a linguagem do Drill<\/strong> em formato visual.<\/p>\n\n\n\n \u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao audiovisual, apresentado pela Qrto Prod, fizemos uma est\u00e9tica totalmente voltada ao sportlife com a vertente forte do Drill. Em toda a filmagem de Marfim, fizemos um plano-sequ\u00eancia, com uma pegada de Trash, para remeter ao sentimento de solid\u00e3o e aquele clima frio. Focamos e estamos estudando todo tipo de enquadramento e formato de v\u00eddeo, para passar aquilo que o artista quer transparecer no audiovisual, e em Marfim n\u00e3o foi diferente\u201d<\/em>, explica o diretor executivo, <\/strong>Thiago Cunha.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n Emo\u00e7\u00f5es e responsabilidades, fazem parte deste momento efervescente da carreira de Rare, que abordou intensamente (e em primeira m\u00e3o) uma das m\u00faltiplas cand\u00eancias do movimento hip-hop, agitando a cena AM.<\/p>\n\n\n\n \u201c\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o de \u00eaxtase\u2026 e somando a emo\u00e7\u00e3o da responsabilidade de talvez t\u00e1 sendo o primeiro manauara a dropar um drill, e a sensa\u00e7\u00e3o de estar abrindo os ouvidos para um novo estilo musical, igualando um tirar da venda de novo, na quest\u00e3o de que aqui em Manaus tem pessoas levando o rap a s\u00e9rio, e uma curiosidade que tenho comigo \u00e9 a quest\u00e3o de que esse momento pode ser o mesmo sentimento da rapaziada do trap que estourou em meados de 2016\/2017\u201d<\/em>, finaliza<\/strong> RARE.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n <\/p>\n\n\n\n<\/figure>\n\n\n\n
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