{"id":1620,"date":"2021-10-12T19:14:17","date_gmt":"2021-10-12T19:14:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.alexbrunodesign.com\/?p=1620"},"modified":"2021-10-12T19:14:17","modified_gmt":"2021-10-12T19:14:17","slug":"seletores-de-frequencia-afirmam-sua-identidade-com-lancamento-de-album-carregado-de-boas-energias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/strads.com.br\/2021\/10\/12\/seletores-de-frequencia-afirmam-sua-identidade-com-lancamento-de-album-carregado-de-boas-energias\/","title":{"rendered":"Seletores de Frequ\u00eancia afirmam sua identidade com lan\u00e7amento de \u00e1lbum carregado de boas energias"},"content":{"rendered":"\n

Atualizado: 4 de Set de 2020<\/p>\n\n\n\n

por Gustavo Silva<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n

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A banda Seletores de Frequ\u00eancia<\/strong> tem uma trajet\u00f3ria na m\u00fasica brasileira de mais de 15 anos, grande parte desse tempo dividindo uma caminhada com o cantor e compositor BNeg\u00e3o<\/strong>, que resultou em tr\u00eas grandes obras sonoras, altamente admiradas e recomendadas por este que vos escreve, que s\u00e3o os \u00e1lbuns Enxugando Gelo<\/em><\/strong> (2003), Sintoniza L\u00e1<\/em><\/strong> (2012) e TransmutA\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> (2015)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n

Desde os primeiros trabalhos a banda explodiu uma energia instrumental<\/strong> em seus lan\u00e7amentos que destacou o som dos Seletores de qualquer outro exemplo musical brasileiro, e trouxe caracter\u00edsticas \u00fanicas para o grupo. Em 2016<\/strong> a banda solta o EP SF<\/em> <\/strong>com quatro faixas totalmente instrumentais, abrindo o caminho para o novo horizonte dos Seletores, onde a pot\u00eancia vocal \u00e9 transmutada em instrumentais hipnotizantes.<\/p>\n\n\n\n

Chegamos ent\u00e3o ao fat\u00eddico ano de 2020, cheio de esperan\u00e7as, d\u00favidas, perdas e surpresas, entre elas o lan\u00e7amento do quarto \u00e1lbum<\/strong> dos Seletores de Frequ\u00eancia<\/strong>, e o primeiro da nova fase da banda, Astral<\/em><\/strong>.<\/em> O trabalho que chega em um momento em que todos buscamos boas vibra\u00e7\u00f5es, pelos mais diversos fatores, teve um longo processo de cria\u00e7\u00e3o para trazer essa energia t\u00e3o boa, como a inje\u00e7\u00e3o de positividade que estamos todos precisando.<\/p>\n\n\n\n

Em entrevista \u00e0 Straditerra<\/strong>, Pedro Selector<\/strong> comentou que a grava\u00e7\u00e3o de Astral<\/em> teve in\u00edcio em 2017. \u201cFoi um disco que a gente foi fazendo em etapas, at\u00e9 a gente ter tudo pronto no final do ano passado. Foi um disco feito sem pressa, com tempo de respiro entre as sess\u00f5es e acredito que isso influenciou bastante no resultado final<\/em>\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n

Finalizada as grava\u00e7\u00f5es, estava na hora de dar nome pras m\u00fasicas, fechar a ordem e batizar o disco. \u201cEu estava buscando uma palavra que traduzisse o sentimento geral do disco, n\u00e3o queria dar um t\u00edtulo extenso, comentava isso direto com meus parceiros de banda. Nessa busca, eu lembrei de um disco que eu curto muito, o \u2018Astral Weeks\u2019 do Van Morrison e bati o martelo pro nome. Por ser uma palavra que tamb\u00e9m tem diversos significados, por trazer uma sensa\u00e7\u00e3o de positividade no meio do caos que a gente vive<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

No final de 2019 o \u00e1lbum j\u00e1 estava pronto, mas a banda n\u00e3o tinha nem ideia do que esperava por n\u00f3s em 2020. \u201cAssim que o \u00e1lbum ficou pronto optamos por segurar um pouco e planejamos lan\u00e7ar depois do Carnaval de 2020. Com a pandemia, acabamos retardando um pouco o lan\u00e7amento, mas resolvemos que seria importante ele vir nesse momento, j\u00e1 que n\u00e3o temos ideia de quando ser\u00e1 poss\u00edvel tocar ao vivo de novo, pelo menos deixar as m\u00fasicas existirem e circularem, trazendo boas vibra\u00e7\u00f5es pra todo mundo nesse momento complicado<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

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Quatro anos ap\u00f3s o \u00faltimo lan\u00e7amento da banda, Astral<\/em> representa uma grande carga evolutiva para as cria\u00e7\u00f5es dos Seletores em v\u00e1rios sentidos, com um \u00e1lbum de 11 faixas in\u00e9ditas pensadas de forma totalmente instrumental. \u201cNo EP de 2016 a gente aproveitou m\u00fasicas que acabaram n\u00e3o entrando nos discos com o BNeg\u00e3o. Acho que duas delas s\u00e3o ainda da \u00e9poca do Sintoniza L\u00e1 e as outras duas do TransmutA\u00e7\u00e3o. Eram m\u00fasicas instrumentais, mas com a inten\u00e7\u00e3o de ter uma voz ali, em algum momento. J\u00e1 o Astral foi todo pensado como m\u00fasica instrumental mesmo, desde o primeiro momento que a gente se juntou pra definir o repert\u00f3rio.<\/em> Outra coisa importante foi que a gente quis trazer s\u00f3 material in\u00e9dito, sem querer versionar m\u00fasicas j\u00e1 lan\u00e7adas. Ent\u00e3o, eu sinto que a evolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 a\u00ed, da gente conseguir pensar e realizar um disco totalmente in\u00e9dito e composto com esse pensamento de ser instrumental, do in\u00edcio ao fim<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

O \u00e1lbum tamb\u00e9m trouxe uma abertura para apresentar ao p\u00fablico o protagonismo e a import\u00e2ncia do trabalho de composi\u00e7\u00e3o da banda. \u201cEm todos os trabalhos com o BNeg\u00e3o a gente sempre atuou como compositor. A parte das letras sempre foi do Be, mas na parte musical a gente sempre contribuiu bastante em todos os discos. Mas isso acaba n\u00e3o aparecendo porque n\u00e3o se fala muito disso, as pessoas se ligam muito no cantor ou int\u00e9rprete e n\u00e3o se liga que tem mais gente envolvida ali pra que as m\u00fasicas sejam o que s\u00e3o<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

Com Pedro Selector<\/strong> no trompete<\/strong>, Robson Riva<\/strong> na bateria<\/strong>, Bruno Pederneiras<\/strong> no baixo<\/strong>, Sandro Lustosa<\/strong> na percuss\u00e3o<\/strong>, Marco Serragrande<\/strong> no trombone<\/strong> e Gilber T<\/strong> na guitarra<\/strong>, os Seletores<\/strong> prezam pela coletividade<\/strong> no processo de composi\u00e7\u00e3o. \u201cPor mais que algu\u00e9m venha com uma ideia meio pronta, na hora que junta todo mundo as coisas sempre mudam, tomam novas formas, o que \u00e9 extremamente ben\u00e9fico pra sonoridade que a gente t\u00e1 buscando. Por exemplo: \u2018Trem do C\u00e3o\u2019 era um tema que eu tinha escrito mais de 15 anos atr\u00e1s, e tava encostado, nunca tinha conseguido levar pra frente. Eu tinha a melodia e a harmonia mais ou menos definida. Da\u00ed mostrei a ideia pra banda e a coisa come\u00e7ou a andar. Primeiro virou um ska, mas ainda assim n\u00e3o tava ficando legal, da\u00ed o Sandro Lustosa, percussionista, come\u00e7ou a colocar um 6\/8 ali, eu fui modificando a maneira de tocar as frases no trompete e a m\u00fasica foi surgindo at\u00e9 a gente fechar a vers\u00e3o final. Ou seja: esse trabalho coletivo foi de extrema import\u00e2ncia em todo o processo criativo de \u2018Astral\u2019. Algumas ideias sa\u00edram de jam sessions, \u2018Boca Maldita\u2019 foi uma delas. A gente tocou em Curitiba com o BNeg\u00e3o e come\u00e7ou a rolar um groove na passagem de som, algu\u00e9m registrou com o celular e acabou virando a m\u00fasica. O embri\u00e3o dela foi gerado numa passagem de som, claro que depois, em est\u00fadio, a gente foi desenvolvendo ela<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n

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